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H. C. Andersen e a língua dinamarquesa

17 de Setembro de 2018 às 06:00

H. C. Andersen e a língua dinamarquesa H. C. Andersen escreveu em dinamarquês. Ele viveu em Odense, na ilha de Fyn. Há muitos exemplos de que a linguagem de H. C. Andersen foi influenciada pelo dialeto dessa ilha, mais fortemente apropriada por ele em sua infância. Atualmente, essa influência regional perdeu um pouco sua marca porque os dialetos na Dinamarca são muito menos claros hoje, se comparados à época de H.C. Andersen. Sobre esse período não foi produzido dicionário especificamente sobre literatura por meio do qual se pudesse explicar os usos da língua, muito embora dicionários já fizessem parte dos ambientes educacionais e literários, como por exemplo o de Christian Molbech: Dicionário da língua dinamarquesa de (1828-33). A escrita de H. C. Andersen era muito particular, diria mesmo ousada por ser criativa. Muitos neologismos foram incorporados a seu texto e depois passaram para o domínio popular. A dificuldade de expressar o som por meio de palavras fez com que o autor criasse termos que pudessem dar ideia do som. H. C. Andersen costumava solicitar ajuda de revisores com liberdade para corrigir palavras e expressões as quais pudessem distorcer o sentido do texto. Tanto nas edições científicas, quanto nas mais populares obras de H. C. Andersen há uma descrição detalhada sobre a base textual e como foi adaptada após passar por revisão. O material relativo a esses esclarecimentos pode ser encontrado na Sociedade Dinamarquesa de Língua e Literatura (geralmente abreviada como DSL). Essas edições são recomendadas a estudiosos ou curiosos que buscam entender o texto anderseniano. Os dicionários O primeiro grande dicionário dinamarquês que tentou cobrir o vocabulário dinamarquês foi o Dicionário de Matthias Moth, de aproximadamente 1700. Está disponível desde 2012 em https://mothsordbog.dk/. O dicionário de Moth foi uma das principais fontes da "Sociedade da Ciência ", publicado entre 1793 e 1905. Por causa do longo período entre a produção e o lançamento, já estava desatualizado muito antes de ser concluído. O primeiro dicionário reconhecido oficialmente foi publicado em 1872. Trata-se do "Danish Handbook" de Svend Grundtvig. O dicionário foi recomendado pelo Ministro da Cultura (Ministério da Cultura, Educação e Cultura da época) C. Hall como um guia para a educação pública. Em 1891, Viggo Saaby, publicou o "Danish Revelation Dictionary". Em 1923 o mesmo dicionário passou a ser responsabilidade do Comitê de Normas Linguísticas do Ministério da Educação transformando-se em material oficial no país. O maior dicionário dinamarquês é o: "Dicionário da Língua Dinamarquesa", publicado em 28 volumes entre1919-1955 com cinco edições suplementares entre 1992-2005. No total, aproximadamente 225000 termos. Desde 2005, está disponível em www.ordnet.dk. O dicionário descreve a língua dinamarquesa no período entre 1700-1955, organizado e preparado pela Sociedade dinamarquesa de língua e literatura. Em 1948, a Dinamarca realizou uma importante reforma ortográfica, alterando 4 questões: 1. Substantivos - também chamados nomes – passam a ser grafados em letras minúsculas Um exemplo: "Ælling" se transforma em "ælling". 2. A letra "Å" / å "foi introduzida para substituir" Aa "e" aa ". Um exemplo: "Paa" se transforma em "på". 3. o "d" nas formas do pretérito dos verbos – nos casos a seguir: ”skulde”, ”vilde” og ”kunde” perdem o ”d” e dobram a consoante ficando assim: ”skulle”, ”ville” og ”kunne”. ”Um exemplo: ”Kunde man få den?” transforma-se em ”Kunne man få den?” Estas mudanças foram oficializadas a partir de 1948, e foram incluídas no "Dicionário de Normas e Regras da Língua Dinamarquesa" lançado em 1955. Em 1996, 2001, 2005 e 2012 o dicionário foi revisado e novos termos incorporados, mas não houve uma nova reforma. A que ainda está em vigor é a de 1948. A Lei que reconhece a Língua Dinamarquesa como oficial e de unidade nacional data de 1o. de agosto de 1997 afirmando na seção 2 1: "A língua oficial dinamarquesa deve ser seguida por todas as secções da administração pública, o parlamento e as autoridades associadas ao parlamento e aos tribunais. O dinamarquês moderno pode ser encontrado em https://ordnet.dk/ddo. Na Dinamarca - como em muitos outros países - há uma longa tradição de transcrever os textos de H. C. Andersen em uma versão mais moderna. Se assim o fizerem, alguns autores poderão reclamar os direitos autorias sobre o texto por terem dado a ele uma nova forma. O Instituto H. C. Andersen defendeu a criação de um dicionário específico sobre H. C. Andersen para facilitar e apoiar o trabalho de pesquisadores e tradutores sobre o autor dinamarquês.

Autor:
Ana Maria Langkilde e Niels Jørgen Langkilde
Ilustração:
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Fonte:
http://www.mothsordbog.dk